O que é Social Media?

Mashable fez essa pergunta a alguns milhares de leitores. Veja quais foram as 20 melhores respostas.

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Tome uma decisão difícil agora

Quando foi a última vez em que você - por uma boa razão - deixou dinheiro na mesa? Ou declinou de um convite interessante, preferindo indicar alguém mais preparado? Ou deixou de contratar uma pessoa muito talentosa, mas que claramente não se encaixava no perfil? Ou simplesmente demitiu um cliente que nada aprende e pouco te ensina?

A freqüência com que você toma decisões difíceis é um indicador de inteligência, maturidade e progresso. Regularidade, no sentido de fazer valer cada dia, só tem sentido com clareza de propósito. Se você costuma passar meses micro-gerenciando layouts, notas fiscais e relatórios de status, é muito pouco provável que você esteja provocando algum impacto.

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A nova velha história do "guru de mídias sociais"

Shel Holtz acertou na mosca:

Everyone calling BS on social media gurus is a social media guru. They don’t use the word, but I’d be willing to bet real money that often they get introduced that way when they speak. (...) It probably won’t do any good because the ego-driven on their high-horse pedestals tend not to pay attention to reason. But here goes anyway: shut the hell up about social media gurus. Don’t you have anything useful to blog about?

Me considero apenas um comunicador, e olhe lá. Estudo, escrevo e falo sobre Internet porque nela vejo o meio e a chance de reinventar minha profissão. Não tenho paciência para com os gurus do óbvio, e já os critiquei abertamente em mais de uma oportunidade.

Mas Shel tem razão. É hora de deixá-los em paz. O tempo é um filtro inigualável. E eu tenho outras coisas mais importantes para aprender e compartilhar. Como estas aqui.

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A marca "Brazil", e a nossa tal criatividade

Mal posso acreditar que citarei o FT pelo segundo post consecutivo, mas fazer o quê? Tyler Brûlé, colunista de final de semana do periódico salmão-pálido, cismou que o Brazil é, dentre os ditos "emergentes", o país com melhores chances de se tornar uma marca global.

Nada contra. Há bons argumentos para defender essa tese (ou qualquer tese). Mas precisava escrever um artigo tão afetado?

If you were going to buy a holiday home, would you choose:

a) a spacious beach apartment in Sochi, Russia

b) a Thai-inspired villa on the resort island of Hainan, China

c) a thatched bungalow on a beach in Goa

d) a Marcio Kogan designed bungalow in Trancoso, Brazil?

Que tal? Você ainda não viu nada.

I have many favourite hotels around the world, but the Fasano is the one brand that I’d like to see more of while I travel. On Tuesday evening I pulled up in the driveway and was greeted by a doorman in an elegant suit. While his colleagues attended to my bags I walked into the dimly lit, clubby lobby. In the main lounge area a couple of men in business attire were having a meeting, a lone photographer was sipping a glass of red, a chic young couple (she Italian and he perhaps Swiss) were flipping through the São Paulo dailies and the fireplace was filling the whole space with that wonderful fragrance that can never be captured in a scented candle or room spray.

Impressionante. É o centenário Financial Times em um momento digno de CARAS.

Feito esse longo registro, de volta ao tema. Ainda ontem Denis Russo fazia uma pergunta muito mais interessante.

Você conhece o clichê, claro. Esta aqui é a terra da criatividade. Aqui fazemos diferente. Sabemos misturar, temos flexibilidade, jogo de cintura, malemolência, isquindô, telecoteco, balacobaco. Mas, então, por que é que nossa economia, mesmo nestes tempos de prosperidade, é tão imensamente dependente do menos criativo dos setores: o das commodities?

No post - que, by the way, cita o próprio Tyler - Denis nota corretamente que "não se trata de ser contra as commodities. Ainda bem que o Brasil é rico delas. Foi essa riqueza que fez a balança comercial pesar para o nosso lado, inundando o país de dólares e dando origem à atual prosperidade." É por aí. E mais:

Fico aqui me perguntando porque é que um país tão conhecido por sua criatividade está construído em bases tão pouco criativas. Tenho uma teoria. Acho que o Brasil sempre desconfiou de sua criatividade. Os políticos e os empresários sempre viram criatividade mais como um risco do que como um valor. O foco deles sempre foi “cortar as asinhas dos criativos”, uniformizar processos, padronizar. Nas empresas privadas é essa mania de querer ver uma “referência” antes – só se implanta um projeto se você mostrar que alguém já fez parecido em algum país desenvolvido. Garante-se, assim, que nada novo surgirá aqui.

Bravo, Denis. Poucas coisas são mais irritantes no ambiente corporativo do que a interminável conversa sobre inovação e a falta de coragem para tentar algo novo, por menor e mais insignificante. Não admira que, muitas vezes, só reste ao funcionário com fome de mudança a infeliz escolha entre quebrar as regras, pedir o boné ou... se conformar.

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Cultura corporativa não é só uma questão de tamanho

Por que é que grandes empresas são mais propensas a conflitos e, em geral, lugares menos prazerosos pra se trabalhar? A afirmação não é minha, e a pergunta, muito menos. A conversa é de John Gapper com Luke Johnson, ambos colunistas do Financial Times

Diz Johnson:

It is a curious aspect of human existence that tribes of people reserve their greatest hatred not for a truly foreign foe, living a great distance away. No - the nastiest contests are with your immediate neighbour, the bully at school or at work you really detest. You are likely to experience more of that in a big company than a smaller, founder-owned one. So one compelling reason why entrepreneurs win is that they are more efficient, wasting less energy on office politics.

Comentário de Gapper:

Big companies have to work hard to imbue a co-operative culture and not to reward divisive behaviour, and this is one of managers’ trickiest tasks. Being open and collaborative places makes them not only pleasant places to work, but often more productive.

Essa discussão é pontual. A big picture é que a cultura é o ativo do futuro. Está em tudo o que interessa: o que uma empresa faz, como faz, como ela se comunica e se relaciona, quem ela atrai e como ela inova (ou não).

Com um detalhe: não é algo que pode ser comprado ou criado com uma canetada.É uma construção diária, difícil, que exige coragem e visão para tomar decisões difíceis (como deixar dinheiro na mesa, por exemplo). E para a qual, felizmente, não há cartilha ou manual. Só clareza de propósito e execução.

É por sua capacidade de criar e alimentar culturas corporativas vencedoras que os líderes do futuro serão avaliados. Porque uma cultura diferenciada é impossível de copiar e não pode ser comprada. Da escassez, o valor.

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Quem?

Paulo Henrique Lemos.
Comunicador. Imperfeccionista.
Pensando por escrito, em poucas palavras.

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